domingo, 27 de janeiro de 2008

REALIDADE NORDESTINA

Lembrando as Coisas do sertão

Lembrando as coisas do sertão
E tudo que lá passei
Eu me pus a meditar
Eu me pus a rabiscar
De tristeza eu chorei

Lembrando aquele povo simples
Aquela gente tão sofrida
Uma nação sem ter nome
Castigada pela fome
Pela vida esquecida

Lembrando aquele gado magro
Sem ter água pra beber
O que da mais dó ainda
Perambulando na caatinga
Sem encontrar o que comer

É de cortar coração
O que nosso povo passa lá
Crianças de pé no chão
Pede um pedaço de pão
E seus pais não podem dar

Onde estão os governantes
Que não olham nosso povo
Passa anos e mais anos
Sai fulano entra beltrano
Nada acontece de novo.

Só resta apelar pra Deus
Senhor de toda nação,
Já que o homem não cuida
Ao menos o Senhor ajuda
Manda chuva pro sertão.

Mesmo assim tenho saudade
Das manhãs do meu lugar
Anunciando um novo dia
Passarinhos em cantoria
Com um sol forte a raiar

Ver aquele pôr do sol
Aquela aurora bronzeada
Céu azul estrelas brilhantes
Ver surgir atrás dos montes
Aquela lua prateada.


Francis Gomes
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