quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Homenagem Póstuma a Zé de Mizim


Por: Welton Rodrigues


Era um cidadão comum como esses que se vê na rua
Falava de negócios, ria, via show de mulher nua
Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua
Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano...
Era um homem de bons modos:
"Com licença; - Foi engano"
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que caminha para a morte pensando em vencer na vida
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que tem no fim da tarde a sensação
Da missão cumprida
Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis
Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis
Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis
Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)
Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto
E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto
Que a terra lhe seja leve


E Agora, Zé?
Por: Elmano Rodrigues

A vida é uma viagem sem volta. Sonhamos, criamos,reproduzimos, e continuamos pelas estradas da vida, procurando o nosso porto, onde acreditamos que ficarão plantados nossos atos e realizações.
Nessa longa estrada, vamos fazendo as nossas paradas, que por algum motivo que não planejamos não conseguimos tempo para adimirá-las. Criamos um vácuo, um vazio, e deixamos um sentimento de perda que poucas pessoas tem a capacidade de mensurá-las.
E agora Zé?
Os amigos que ficaram, ainda estão juntando os cacos dessa tua inexplicável estripulia, que nos deixou boquiabertos.
As sementes plantadas um dia serão colhidas, e a tua parte com certeza, te serão entregues, para se certificares, o quanto fostes um bom semeador.
Aqui em baixo, a tua missão foi mais do que bem cumprida. Aí em cima te desejamos sucesso.
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