terça-feira, 29 de abril de 2008

Cordeis que participarão do XIII Festival de Violeiros

As Escolas Públicas Municipais de Farias Brito participarão do XIII Festival de Violeiros, no próximo dia 1º de Maio. Apresentarão os cordéis vencedores do Concurso "Brasil, um país de todas as cores". Participaram 10 Escolas Públicas e o resultado será publicado no ato do evento.

EEF Antonio Paes de Andrade
Farias Brito – CE
II Concurso Literário: “Brasil, um país de todas as cores”.
Autor do Cordel: Loraine Lacerda Lima – 8ª Série A
Capa: Yan Cleiton Nunes – 6ª Série B

No ano 1500
Em 22 de abril
A esquadra portuguesa
Aportou para o Brasil
E Portugal tomou posse
Da terra que descobriu

Na verdade o que ocorreu
Foi algo bem diferente
Pois na terra descoberta
Há muito havia gente
Com sua própria cultura
A qual era diferente

O povo que aqui vivia
Foi bastante massacrado
De selvagens e animais
Injustamente tachado
O seu lar foi destruído
E por fim escravizado

Com a colonização
A vida não melhorou
E não foi somente o índio
Que o europeu explorou
E o negro contra a vontade
Na nossa terra chegou

O negro assim como o índio
Serviu de grande lição
A margem da sociedade
Sem direito ou instrução
E foi assim grande parte
Da história da nação

O índio perdeu a força
Com a catequização
O branco mudou cultura
E também religião
Além de roubar raízes
Com a civilização

As florestas do Brasil
O lugar onde viveram
Foram muito devastados
E os seus lares perderam
E sem lugar na floresta
Povos desapareceram

Escravos por sua vez
Não tiveram melhor sorte
Trabalhavam sem descanso
Às vezes até a morte
Castigados ao açoite
Vivia quem era forte

Com o fim da escravidão
A coisa ainda era séria
Tanto o negro como o índio
Que viviam sempre nela
Do tanto do sofrimento
Acabaram na miséria

Os índios eram milhões
Agora são poucos mil
Já foram donos das terras
Os senhores do Brasil
E hoje sua existência
Se encontra por um fio

Instalados em reservas
Prisões territoriais
Viver em liberdade
Quase já não podem mais
As vezes prejudicados
Por negócios ilegais

O índio como o escravo
É um ser que ainda persiste
Sua história no Brasil
Foi algo bastante triste
Mas sua crença no futuro
Felizmente ainda existe

Isolados na Amazônia
Existem tribos nativas
Que crenças e tradições
Ainda mantêm vivas
Longe dos brancos que trazem
Muitas coisas negativas

Os negros que antigamente
Formaram comunidades
Conseguiram um lugar
Na nossa sociedade
E lutam contra o racismo
E a marginalidade

No Brasil de hoje em dia
Se busca a harmonia
Numa mistura de cor
De raça e alegria
Com um povo diferente
Mais de muita simpatia


EEFM Getúlio Vargas
II Concurso Literário: “Brasil, um país de todas as cores”.
Autor: Rafael Omar Nachabe – 9ª Série A
Capa: Denner Marinho Macedo – 9ª Série A

Brasil de todas as cores
Pardos, brancos., ameríndios
Miscigenação profunda
País de negros e índios
Que acelerou sua raça
De um povo sempre servindo

A imagem que hoje temos
É de um povo secular
E a sua grandeza
Não podemos ocultar
A vasta experiência
Da cultura popular

É do afro-brasileiro
Que agora vamos falar
O nosso povo indígena
Não posso ignorar
E é com muito orgulho
Que queremos exaltar

A cultura do Brasil
Chama muito a atenção
Povos que aqui viveram
E tem muita tradição
Com o afro-brasileiro
Isso sim, que é emoção.

O nosso país é grande
Tem seu povo hospitaleiro
Foi tarefa complexa
Mostrar pro mundo inteiro
Que o nosso grande Brasil
Também é afro-brasileiro

Sendo pluricultural
Indígenas e africanos
O ritmo do xangô
É típico dos baianos
É a nossa versão local
Já é dos pernambucanos

Na Bahia se preserva
A ortodoxa do candomblé
Caboclos e preto velho
E as curas pelo pajé
E ainda se registra
Babaçus e xequeré

O ritual do candomblé
É um oratório dançado
Com cantigas e danças
O canto é puxado
Por um coro uníssono
E pai-de-santo formado

Nós e o povo indígena
Tem interesse comum
Como amantes da vida
Tem arte como nenhum
Saber viver da terra
Pois não é prá qualquer um

E a África? É desprezada
Desabrocha a magia
África, mãe de povos
Flor negra que desafia
Na busca da liberdade
Do canto e da alegria

Este país que tanto sofre
E dança em meio a dor
É gente muito bacana
Canta coisas do amor
Eu quero saudar com fé
O meu Brasil com fervor

Escravos africanos
Já sofreram de tortura
Mas veio a abolição
Sim, da escravatura.
E o fim dessa jornada
Essa grande ditadura

Depois dessa vitória
Tudo mudou sua cor
Conflitos acabaram
Tudo com muito valor
E as feridas secaram
Acabando com a dor

Hoje ninguém se engana
Com a miscigenação
O branco, o negro, o índio.
Misturados todos são
Fazendo valer a lei
Para o amor da nação

Concluímos, portanto
O nosso memorial
E que conta a história
De um povo sensacional
Precisamos avaliar
Um povo original


EEF Cosmo Alves Pereira
Distrito de Quincuncá
II Concurso Literário: “Brasil, um país de todas as cores”.
Autor do Cordel: Cicera Naiécia Bezerra – 9ª Série
Capa: Caio Tomaz de Aquino – 9ª Série


O Brasil era um país
De muita escravidão
Havia muitos escravos
Buscando libertação
E graças a Princesa Isabel
Conseguiram abolição

As revoltas do povo negro
Contra a escravidão
Teve uma intensidade
Pois doeu no coração
Aquele grande sofrimento
Por sua libertação

Com o fim da escravidão
Muitos libertos deixaram
As fazendas dos senhores
Onde sufoco passaram
E para a Grande São Paulo
Logo logo se mandaram

O trabalho escravo trouxe
Uma grande tradição
É o folclore brasileiro
Que hoje é manifestação
Que inclui danças e lendas
E muita superstição

Após a abolição
Fazendeiros se revoltaram
E se sentiram traídos
Porque nunca aceitaram
A liberdade dos escravos
E muito bravos ficaram

E a afro-brasileira
De geração em geração
Passa de pai para filho
De irmão para irmão
Assim sucessivamente
Se forma a tradição

O preconceito existe
Do povo desinformado
Que do Brasil não conhece
Nem um pouco do passado
Pois o negro construiu
O nosso Brasil amado

Caboclo, mulato, cafuzo.
Formam a grande nação
Isso é o que chamamos
Grande miscigenação
Acredite meus amigos
Nós todos somos irmãos

Para terminar meus versos
Eu lhe digo meu senhor
Que o negro é importante
Pois tem Padre e ate doutor
E o tal de preconceito
Eu nem sei quem inventou.


Por Cícero Menezes
Postar um comentário