sexta-feira, 9 de maio de 2008

15,95% da safra foi perdida em 35 cidades


Rita Célia Faheina
da Redação

Agricultores da Serra da Ibiapaba tiveram prejuízos com os plantios de milho, feijão, arroz e hortaliças. A Ematerce apresentou uma avaliação das perdas nos municípios atingidos pelas enchentes. Técnicos definem modificações no Garantia-Safra

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24/04/2008 01:26
O feijão e o milho devem atingir a maior perda em Tianguá, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Foto: BANCO DE DADOS)
Clique para ampliar foto O feijão e o milho devem atingir a maior perda em Tianguá, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Foto: BANCO DE DADOS)

De 60% a 80% do feijão e em torno de 60% do milho. São percentuais que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, avalia como perdas dos plantios deste ano por causa das chuvas fortes que têm caído na região desde o mês passado. Não só em Tianguá, mas em outras cidades da Ibiapaba, como Guaraciaba do Norte, Viçosa do Ceará, Graça e Ibiapina, os pequenos produtores rurais tiveram prejuízos com o primeiro plantio. Há localidades em que eles já iniciaram outros roçados com a esperança de que as chuvas mais escassas possam contribuir para não perderem toda a safra deste ano. Quem planta hortaliça, como o tomate e o pimentão, ficou também no prejuízo.

Segundo o último relatório sobre a situação de perdas da produção por municípios divulgado este mês pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), em 35 municípios cearenses atingidos pelas chuvas, houve perdas totais de 15,95% numa área plantada de 402.333,00 hectares. Os dados são do último dia 15 e o novo relatório será divulgado pelo órgão no próximo dia 30. As culturas avaliadas são arroz, feijão, milho, mamona e amendoim. Em municípios como Lavras da Mangabeira, Icó e Farias Brito, os agricultores tiveram perdas significativas principalmente nos roçados de milho, feijão e arroz.

"Teve excesso de chuvas, principalmente, neste mês de abril e as plantas não agüentaram. O feijão apodreceu e o milho ficou prejudicado", declara o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Graça, Francisco Antônio Martins. Dos cerca de 16 mil habitantes da cidade, 70% são agricultores. Segundo Francisco, o primeiro plantio geralmente é feito de dezembro a janeiro. "Esse foi perdido. Mais ainda há pelo menos dois meses para apostar nas plantações de milho, pois que plantou novamente vai colher em junho".

O gerente do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), em Guaraciaba do Norte, José Ferreira Batista, acredita ser tarde para apostar em novos roçados. "Houve excesso de chuvas, mas há quem consiga estar colhendo o feijão e esperando o milho ficar no ponto em junho". Prejuízo foi para as hortaliças. Só mesmo quem cultiva os orgânicos em estufas salvou o alface, o tomate, o pimentão. Naquele município, os técnicos da Ematerce dão assistência a cerca de 1.500 agricultores que plantam milho e feijão e a 300 que cultivam hortaliças.


MUNICÍPIOS AFETADOS
Crato, Farias Brito, Mauriti, Barro, Aurora, Milagres, Icó, Cedro, Lavras da Mangabeira, Pacujá, Mucambo, Jijoca, Graça, Orós, Acaraú, Cruz, Itarema, Aiuaba, Campos Sales, Independência, Novo Oriente, Porteiras, Santa Quitéria, Hidrolândia, Catunda, Tauá, Crateús, Salitre, Quiterianópolis, Arneiroz, Parambu, Jati, Penaforte, Mauriti e Brejo Santo.

FONTE: Ematerce
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