quinta-feira, 1 de maio de 2008

Série: Brasil, um país de todas as cores

EEF Antão Pereira e Silva

Umari – Quincuncá – Farias Brito – CE

II Concurso Literário: “Brasil, um país de todas as cores”.

Autora: Norãni Moreira Barbosa – 9ª Série

Capa: João Henrique Duarte – 9ª Série

Há muito tempo atrás

O branco chegou ao Brasil

Os índios se espantaram

O sossego deles sumiu

Os brancos se encantaram

Com as belezas do pau-brasil

Quando os brancos aqui chegaram

Pra o Brasil “colonizar”

Os índios e suas tribos

Se juntaram a falar

“O que é nosso ninguém tira

Queremos é conservar”.

Nas Grandes Navegações

Conheceram os continentes

Exploraram as riquezas

Deixando seu país contente

Esse país é Portugal

Que maltratou muita gente

Os brancos aqui vieram

Pra o país empobrecer

Explorar preciosidades

E a muitos entristecer

Levar as riquezas daqui

E seu reino enriquecer

A exploração do pau-brasil

Foi um marco predatório

Que os portugueses usaram

E acharam obrigatório

Em poucos anos devastaram

Nossa riqueza notória



Os brancos só pretendiam

Aos índios poder humilhar

Tomar posse de suas terras

E neles sempre mandar

Muitos não conseguiam fugir

Pra suas vidas salvar

Os índios são organizados

Defendem sua religião

E o Governo não preserva

Mas eles têm preocupação

Os brancos querem maltratar

E acabar com a nação

Os portugueses transformaram

O Brasil em canavial

E isso aconteceu

No tempo colonial

O europeu nesse tempo

Se achava o maioral

Naquela época o açúcar

Foi um produto precioso

A Europa usou muito

O branco foi ambicioso

E o negro cultivou tudo

E Portugal orgulhoso

E os negros africanos

Trouxeram contribuições

Tradições, danças, comidas.

Candomblé, religiões

Feijoada, acarajé

Capoeira e canções

Pra os escravos sofrimento

Para a vida ganhar

Alem de serem maltratados

Tinham que muito suar

Fazer tudo bem direito

Pra o senhor não reclamar

Zumbi, o líder, ao morrer.

Deixou exemplo aos escravos

Para escapar dos senhores

Tinham que ser muito bravos

Pois eles eram impacientes

E poucos negros eram salvos

Os brancos de tudo capazes

Senhores de negros ainda são

Os brancos exploram a terra

E causam decepção

Racismo e preconceito

Eles têm há um tempão

O negro não foi cidadão

Mas hoje está mudado

As leis que regem o país

Asseguram igualdade

Mas devido ao preconceito

Ainda tem dificuldade

Apesar do sofrimento

Tantas tristezas, horrores.

Seja branco, índio ou negro.

Lá nas mãos de seus senhores

Hoje nosso país é

Nação de todas as cores.
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