terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Poesia "Juazeiro do Norte"

Por Luiz Domingos de Luna


Correu o boato primeiro
No Vilarejo ignorado
No Cariri instalado
Do Ceará, o Juazeiro:
Um padre piedoso,
Acolhedor de peregrino,
No sertão nordestino,
De coração bondoso,
Instrutor do povo,
Desprovido e miserável.
A seca da terra arável,
O arado para o novo
De pedintes, aos sertanejos.
De penitentes à instrução,
Do trabalho a oração,
A sábia pregação,
No púlpito, chegou primeiro.
Assim nasce juazeiro
Do sertanejo, - A missão.
Qual era o penitente
Que não encontrava conforto
Na casinha lá do horto?
O patriarca presente,
As minas do Coxá
Para a futura messe,
A base que engrandece
A sua missão popular,
A Santa Cruz presente
No cruzeiro itinerante.
Não tem povo ignorante
Quando se planta a semente
Qual o raiar sem hino
Da harmonia ritmada.
Do Araripe - a chapada
De um povo peregrino,
O Sonho de Canaã
Jorrando leite e Mel
Nem a princesa Isabel,
Conseguiu àquela manhã.
Cícero Romão Batista, instalou
Uma nova realidade,
Juazeiro uma cidade
Que com o povo criou
Nasceu da fé popular,
No nordeste ganhou vida,
Do sertanejo a acolhida.
O Rezador estava lá,
A Ordem Organizada,
A Cruz que simbolizou
O patriarca aceitou
Esta grande empreitada.
Adjetivo se coloca,
Mas não se sabe a bonança.
Um povo com esperança.
Quando a cruz se desloca,
O cruzeiro vai à frente
Abrindo um novo destino
Do santo nordestino
Popular - Orador, Consciente.
Renovações cantadas,
Romarias em direção
Do sertanejo ao sertão.
Juazeiro - Em baladas
Cantai no alto da noite
O hino da Ladainha
Ao caminho, logo vinha.
Em busca de juazeiro.”
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