domingo, 29 de março de 2009

O que você acha do Blog Farias Brito?

Olá visitantes,

como temos notado que o número de visitas no Blog Farias Brito está crescendo a cada dia, com visitantes de diversas partes do país, gostaríamos de receber uma mensagem de você respondendo a seguinte frase: o que você acha do Blog Farias Brito!?

As melhores frases ganharão destaque no Blog durante um período, juntamente do seu nome e da sua cidade.

Mande agora mesmo sua mensagem para o nosso e-mail: contato [@] blogfariasbrito.com ou deixe sua mensagem nos comentários deste tópico!

Envie sua mensagem e no final o seu nome (com sobrenome), cidade e estado de residência.

Agradeçemos sua colaboração,
Equipe Blog Farias Brito

Bispo de Manaus em Farias Brito

Dom Sebastião Bandeira Coelho, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus, esteve neste 5º Domingo da Quaresma na Paróquia da Imaculada Conceição, em Farias Brito.
O Pe. Antônio Andreola que reside na Casa Paroquial de N. Sra. das Dores, em Juazeiro do Norte, também compareceu à celebração.
Tanto Dom Sebastião quanto os Padres Antônio Andreola e José Coringa, Vigário Local, foram colegas de Seminário em Fortaleza.
O motivo maior da presença de Dom Sebastião foi de comemorar as Bodas de Prta de Pe. José Coringa ocorrida ano passado.
Grande número de católicos compareceu a Matriz da Imaculada na missa das 19 horas participando da celebração.





Arquivista troca cidade grande por Interior


DE SÃO PAULO PARA O CARIRI


O arquivista Aristides de Arruda Camargo, natural de São Paulo, se mudou para Farias Brito e fez história

Farias Brito. “Os homens criam raízes, como as árvores”. Sem essas raízes, que os ligam a terra, à cidade, a casa onde moram, eles se sentem perdidos. Foi o que ocorreu com o arquivista Aristides de Arruda Camargo. Neto de um médico oftalmologista, partícipe da Revolução Constitucionalista de 1932, e de uma imigrante alemã e filho de um médico ortopedista e uma escritora e botânica, Aristides tinha tudo para viver no conforto e na bonança da capital paulista.

Trabalhou na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, fez parte da equipe que investigou a vida dos presos políticos, na época da anistia, entre os quais, Júlio Prestes. Comprou um apartamento em São Paulo, viveu intensamente todas as emoções de uma cidade grande, como integrante de uma família de classe média.

Mas São Paulo, segundo sua definição, tornou-se uma senhora com 450 anos de idade que, ao tentar abraçar seus filhos termina sufocando-os. Os paulistanos não conhecem seus vizinhos e não sabem quem plantou a árvore que cresce na rua, em frente, ou quem a arrancou. Correm, lutam pela vida, têm bronquite.

Enquanto acende um cigarro forte, feito à mão, Aristides reclama da poluição, da falta de saneamento, do barulho infernal, do espaço reduzido para suas crianças, das ruas cheias de valas, de larvas. “As cidades grandes foram desumanizadas. As pessoas estão sempre de passagem, não conhecem seus vizinhos, espremem-se em apartamentos, têm suas vidas controladas pelo síndico”, critica o arquivista.

Amores e desamores nasceram e morreram em meio à avalanche de aventuras e desilusões. A síndrome da cidade grande levou Aristides à depressão, a estafa, cansaço mental e, consequentemente, ao consumo de medicamentos controlados. Um psicólogo primo dele recomendou a suspensão de todos os remédios e prescreveu a música como meio de Aristides se encontrar consigo mesmo.

Caminho inverso

Ouvindo músicas, o arquivista descobriu que o seu sentido de vida estava numa pequena cidade do interior. Tomou a decisão de procurar uma cidadezinha do interior de São Paulo, “nem que fosse para criar galinha”, recorda. Na crise existencial encontrou a amiga Irailce Alcântara, natural de Farias Brito, que lhe disse em tom de brincadeira: “Vá para a minha cidade”. Algum tempo depois, ele pediu que o pai da amiga escolhesse uma pequena residência e, em seguida, enviou o dinheiro necessário para quitar o modesto imóvel.

Em 1991, tomou o caminho inverso dos nordestinos, que deixam seu torrão natal em busca da cidade grande. Chegou à Farias Brito e, como quem nada queria, começou a consertar a casa situada na então Rua do Açude, uma rua íngreme de onde se avista o leito do Rio Cariús e a Serra do Quincuncá. Na bagagem, havia apenas lembranças dos parentes, um punhado de roupas e alguns documentos pessoais. Sua maior riqueza era a sistematização do trabalho cotidiano, o apego aos bens culturais e o desejo de servir a todos.

Sua primeira missão na cidade começaria em um cantinho do prédio onde funcionara o Mercado da Carne e consistia na salvaguarda da desordenada documentação da Prefeitura Municipal. Com destaque para as correspondências oficiais, os projetos de lei, os artigos impressos etc.

Emprego concursado

No início de 1993, aquele paulistano magro, alheio às vaidades e ares estranhos, seria aprovado em concurso público, promovido pela Prefeitura de Farias Brito, com certificados além do necessário. Para ganhar a confiança das pessoas e das autoridades do lugar, o técnico em arquivo dispôs-se a arrumar o acervo municipal em troca de um pequeno valor. Quando alguém menciona o nome Aristides, lembra-se o “louco” trocando os antigos livros de atas da Câmara Municipal, em posse de alguns bodegueiros locais, por livros novos comprados com recursos dele mesmo.

Espírito andarilho

Lembra-se, também, o “doido” percorrendo a rua principal com um carrinho de mão cheio de documentos municipais recolhidos à margem do Rio Cariús. Espírito andarilho e bom de bate-papo, pouco a pouco, ele se transformou em um depositário de informações, em uma referência para outros ousados sonhadores.

O comportamento estranho daquele forasteiro chamou a atenção dos moradores. Para Aristides, entretanto, a sua coleção de papéis era uma relíquia, um verdadeiro tesouro particular. E assim o lixo foi se transformando em pequeno museu que conta a história da cidade e de sua gente. 

CONTRIBUIÇÃO
Aristides se tornou a enciclopédia da cidade

Farias Brito. Hoje, com 56 anos, o arquivista Aristides de Arruda Camargo é a enciclopédia da cidade. Sabe tudo sobre Farias Brito e o Cariri, a começar pela mudança do nome da cidade que antes era conhecida como Quixará. Como existia muitas cidades no Ceará iniciada com o mesmo prefixo, Quixadá, Quixeramobim e Quixilô, o nome foi mudado para Farias Brito, numa homenagem ao grande filósofo cearense de São Benedito.

A mudança do nome está relacionada com a maldição de um antigo vigário da cidade que teria afirmado: “esta vila nunca passará de Quixará”. Entre os documentos colecionados por Aristides, estão inventários, ordens de pistolagens e contribuições que o povo de Quixará deu para a construção de um navio na Segunda Guerra Mundial.

Arquivo público

Preocupado com as pilhas de documentos oficiais, o homem de caminhar trôpego e linguagem alvoroçada, depressa organizou o projeto de lei que criou o Arquivo Público da cidade de Farias Brito. Em seguida, o suposto louco assumiu, por mérito próprio, a direção da entidade e se fez necessário aos servidores e aposentados que lhe procuravam.

Para o filho de Farias Brito, Elmano Rodrigues, que trabalha na parte editorial da Universidade Federal de Brasília, Aristides deu uma grande contribuição para a história do Cariri. Deu o maior exemplo de dignidade. Elmano afirma que “só um possuído por acesso de loucura, largaria uma confortável vida na principal urbe do sul do País, para resgatar bens culturais de um torrão tão estranho, que mal se sabe ao que o levou a tantos desafios”.

Respeito

Emano ainda faz questão de destacar que “tenho por Aristides um respeito humano profundo e externo o maior sentimento de agradecimento e de gratidão, por ter tornado possível, clarear mentes e abrir horizontes, no meio de tantos desafios impostos”. Ao fazer este comentário, ele conclui: “Farias Brito um dia irá reconhecer esse amor tão profundo, que só aos loucos, é dado o poder soberano de entendê-los”.

Outro admirador do trabalho do arquivista é o professor e pesquisador, Eldinho Pereira. “Quem diz que o brasileiro não tem memória é porque não conhece homens como Aristides Neto, uma figura popular que em 17 anos de trabalho intenso, notabilizou-se pela dedicação à memória e à cultura do Cariri a partir da cidade de Farias Brito”, destaca o professor acrescentando que, em qualquer idade ou lugar, sempre tem alguém colecionando algo, dos objetos mais baratos aos mais caros, dos comuns aos mais raros. “Aristides é um desses garimpeiros anônimos da história”, complementa.

Construção da história

Eldinho, que vem acompanhando o trabalho de Aristides há mais de dois anos, afirma que ele junta objetos bibliográficos, afetivos e simbólicos dos habitantes mais conhecidos, como se fosse a sua própria mobília. Noutra cena, ele dispõe seus bens culturais para conhecidos e curiosos em geral. Para Aristides, a documentação da oralidade do povo é fundamental para a construção da história. “Se nós não documentamos a oralidade do povo, estamos jogando fora os rascunhos de nossa vida.”

Em meio a elogios, indiferença e convites para trabalhar em outros centros mais adiantados, o colecionador desprovido de qualquer vaidade, vai cantando a música de Zeca Pagodinho que diz: “E deixa a vida me levar. Vida leva eu...”.

Mais informações:
Aristides de Arruda Camargo
Rua 13 de maio, S/N - Farias Brito
(88) 35441.620
ANTÔNIO VICELMO 
Repórter

sábado, 28 de março de 2009

Saudades



A criança e o poeta


Há! Se o tempo parasse de repente,
E voltasse a ser como era antigamente
Para eu reviver velhas alegrias.
E eu voltasse a ser criança novamente,
E se possível, ser criança eternamente...
E envelhecer na meninice dos meus dias.

Como eu queria ser criança a vida inteira!
Cabelo duro todo sujo de poeira,
Chegar em casa e ouvir, mamãe falar:
-O que tu fez com a tua cabeleira?
-Por ventura faltou água a cachoeira
-Vem cá menino deixa que eu vou te banhar”.

-Traz o sabugo e rapa de juá,
-Este cascão hoje vai ter que limpar.
-Mamãe já sou homem macho.
-Vem logo se não quiser apanhar.
E eu saía, pula pra lá e pra cá,
Até chegar a beirada do riacho.

Chegando lá, mamãe dizia: - entra no rio.
E eu brincava até ficar roxo de frio,
E só saia quando mamãe me chamava.
-Vem cá menino, deixa eu ver o teu ouvido,
-Limpou direito? Coisa que eu duvido.
E com um pano velho me secava.

-Dá a mão filho vamos embora.
E nós saia caminhando estrada afora,
Até chegar a nossa casinha de sapé.
E enquanto mamãe fazia o jantar,
Eu brincava esperando papai chegar
De repente escutava bater o pé.

-Mamãe, mamãe, papai chegou,
-Ele vai pro rio eu também vou.
-Posso ir papai, com o senhor?
-Não filho, papai volta já,
-Fique com a mamãe preparando o jantar,
-Você já banhou.

-Mamãe, mamãe, quero jantar.
-Calma filho, espera o papai chegar,
-Ele já esta vindo.
E de repente ela corria e me abraçava,
Me mordia, me apertava, me beijava,
Eu nem sei, se chorando ou se sorrindo.

Uma aurora bronzeada sobre a terra!
Era o sol se escondendo atrás da serra,
E os pássaros procurando onde pousar.
Enquanto isso eu olhava da janela,
Vendo papai que abria a cancela,
E eu corria para mesa de jantar.

Papai e mamãe sentavam,
E eu subia na cadeira enquanto oravam.
Mamãe fazia nosso prato, depois o dela.
Depois sentávamos na beira da calçada,
Olhando o céu, observando a passarada,
Eu cochilava e dormia no colo dela.

Quando o poeta, nem pensava em ser poeta,
Era apenas uma criança discreta,
Protegido pelo o rei e a rainha,
Hoje, sou mais um entre os corações contritos,
Um poeta que ninguém ler seus escritos,
Revoada de uma única andorinha.

E a criança que pulava alegremente,
Com o pai e a mãe sempre presente,
De saudades hoje o seu coração ferve.
Com os seus pais tão distante e tão ausente,
O poeta é um homem tão carente,
Que se torna uma criança quando escreve.

Se eu pudesse pedir algo ao altíssimo,
E minha voz chegasse ao Senhor justíssimo,
Neste meu dia eu pediria um só presente:
Humildemente em nome de Jesus Cristo,
Este poeta que ninguém ler seus escritos,
Só deseja se criança novamente.

Que saudade, sinto da minha infância,
Do meu tempo de criança,
Eu, papai, mamãe, nós três.
Há! Se o tempo parasse de repente...
E voltasse a ser como era antigamente,
E eu pudesse ser criança outra vez.



Francis Gomes

quinta-feira, 26 de março de 2009

Envio Aquecimento Global

  Aquecimento Global

Por Luiz Domingos de Luna
Aurora,26 de março,2009

Sapo Dourado Panamenho
Da floresta americana
Beleza pura que emana
Da natureza em desenho
 
Amarelo, delgado e pulador.
Afilado, gentil e hospitaleiro.
Cantando no lindo desfiladeiro
Nos bosques um hino de amor
 
Predador do equilíbrio natural
No habitat rico dos pampas
Desliza no declive das rampas
Numa felicidade sem igual
 
Dos rios, lagos e florestas.
Vaidoso no passeio matinal
Não vê o aquecimento global
Devorar sua história sua festa
 
O Fungo espera para atacar
O Planeta deu sinal de alerta
O fungo voa como uma flecha
O Sapo não vai mais cantar
 
Amarelo é a cor da atenção
Do sapo panamenho dourado
Da existência já foi tirado
Mais um ser em extinção


segunda-feira, 23 de março de 2009

As vezes um porre causa mais que ressaca...

Divulgação do Livro do Ulisses Tavares <poetaulisses@terra.com.br>. Vejam:

Cleópatra levou um " bolo " que mudou o rumo da história , tudo graças à bebedeira de Marco Antônio. Conheça essa e outras trapalhadas alcoólicas.

As vezes um porre causa mais  que ressaca ...

Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade

A invenção da primeira bebida alcoólica ainda é um mistério . Algum gaiato pré-histórico deve ter deixado algumas frutas em um recipiente , natural ou fabricado, e depois de alguns dias , após a sobra ter fermentado, ele , morto de fome , resolveu beber ou comer o pastiche . Percebeu então que , além de matar a fome , foi tomado por uma sensação maravilhosa de leveza e irresponsabilidade . A largada estava dada !

Um trago aqui , outro ali , e os rumos da história começaram a ser alterados.

No lançamento da Panda Books, o escritor Ulisses Tavares conta muitas histórias envolvendo o consumo excessivo de álcool , resultado de muita leitura e pesquisa , mas sempre com um olhar sarcástico e uma linguagem bem-humorada.

Conta  que Oxalá estava bêbado quando criou os homens ; que macacos gostavam também de tomar um porre , que passarinhos chegaram a beber a água que acreditávamos que eles nunca beberiam; que Alexandre, o Grande perdeu a guerra contra a garrafa ; que não foi o exército turco quem venceu a Áustria em 1788 e sim a cachaça ; que F. Scott Fitzgerald foi um grande escritor , grande frasista, grande bom-vivant, grande atormentado e grande bebedor; que o fundador do AA, Bill Wilson, parou de beber , mas continuou com os cigarros , as amantes e o LSD; que os guarda-costas de JFK confessaram ter passado a noite anterior ao dia 20 de novembro de 1963, na gandaia , até as 5 horas da manhã e descuidado da segurança do presidente , que mesmo ameaçado de morte pediu que retirassem a capota do carro que desfilaria pelas ruas de Dallas para que os "babacas do Texas" vissem a beleza de Jackie, sua mulher ; que o escritor Jack London não gostava de b eber , mas seu alter ego John Barleycorn bebia pelos dois ; que o FDP Al Neuhart, além de seduzir amigos , enganar inimigos e criar o mais vendido e polêmico jornal dos Estados Unidos, o USA Today, foi um excêntrico bebedor de martínis ; que a McLaren contratou um babá especial para controlar as bebedeiras do corredor finlandês Kimi Raikkonen; e que Edgar Allan Poe quando bebia citava livros e autores que nunca existiram, inventava citações em idiomas incompreensíveis e, mais grave , acreditava em suas próprias mentiras .

E ainda vai conhecer curiosos campeonatos e tradições , como na cidade de São Cristovão, no interior de Sergipe, onde havia um torneio para ver quem bebia mais . Foi provado que oito garrafas de cachaça era o máximo que o competidor conseguiria beber . Infelizmente , nos últimos quinze anos os vencedores não receberam o prêmio porque a maioria entrou em coma alcoólica e morreu.

Leia sem moderação

Sobre o autor :

Ulisses Tavares tem 106 livros publicados para crianças , jovens e adultos , em diversos gêneros e assuntos . Apenas em poesia , já vendeu mais de oito milhões de exemplares . É também jornalista , dramaturgo , compositor , roteirista de televisão , publicitário , professor de pós-graduação e historiador heterodoxo . De bêbado público a alcoólico anônimo , pesquisa aquilo que duas doses acima do normal podem fazer na história da humanidade .

O autor está disponível para entrevistas
 
Informações adicionais :

Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade
Capa: supremo 250 g
Nº de páginas: 272
Autor: Ulisses Tavares
Acabamento: Laminado brilhante
ISBN: 978-85-88948-96-9
Editora: Panda Books
Papel: off set 75 g
CB: 9788588948969
Assunto: historia/ humor / bebida
Formato: 14 x 21 cm
Preço: 35,90
Peso: 0,324

Sinopse: Desde a pré-história o homem é chegado em uma bebidinha. E como não poderia ser diferente , desde então ele toma porres , daqueles que mudam o rumo das coisas . Neste livro , o jornalista Beto Xavier mostra o resultado de sua pesquisa histórica , com os porres de grandes personalidades da humanidade .

Para receber seu livro autografado pelo Correio,

visite o site do Autor:

www.ulissestavares.com.br

sábado, 21 de março de 2009

22 de março: Dia mundial da água o que comemora?

22 de março: Dia mundial da água o que comemora?
Viva a água viva! E o planeta viverá para sempre sem nenhum transtorno ambiental.
Instituído pela ONU deste 1992, o dia 22 de março tem sido dedicado desde então, como o 'dia mundial da água'. Razão pela qual este domingo, se reveste de um colorido especial. De um lado pela importante alusão comemorativa, por outro, pela feliz tentativa em despertar na sociedade de todo o mundo, a atenção necessária para a problemática que ora aflige a humanidade inteira.
O 22 de março é indubitavelmente uma data das mais relevantes para a tomada de uma nova consciência ecológica a partir das discussões que o tema poderá fomentar nas pessoas; independente de cor, religião ou classe social. Por que o que está em jogo é a própria sobrevivência dos seres vivos. A água como símbolo maior da vida precisa ser de fato encarada como uma questão de vida ou morte.
Da forma como a humanidade trata a sua água, residirá a chave para o futuro, não apenas da espécie humana, como também de todas as diferentes formas de vida biológica que habita a nossa biosfera. O tema deste ano dará ênfase especial ao compartilhamento das águas entre as nações. De tal sorte que hoje a própria paz internacional dependerá e muito, da presença da água nas suas relações. Com 2/3 da terra formada por água parece impensável imaginar que vivenciamos uma crise da água. Mas, o fato é que 97% dela estão nos oceanos, portanto salgada. 1,75% compõem as geleiras, 1,24% compõe os rios subterrâneos e apenas(pasmem) 0,007% desse total está disponível para o consumo humano. Sem nunca esquecer as enxurradas dos esgotos despejados sob a forma de lixo e outros poluídos industriais nos rios, lagos e mares. Como se vê precisamos cuidar melhor da água que nos resta. A situação é deveras, periclitante...
Há quem vá mundo mais além no seu nível de importância vital, como sendo fundamental até mesmo para outros lócus universais. E como sendo o bem mais preciso do globo, a água é motivo também de sérias preocupações, provocando por seu turno, intensos debates em diferentes nações, através dos organismos internacionais ligados ou não as discussões da biodiversidade e dos recursos naturais.
Tida no passado como um recurso natural inesgotável e, absolutamente renovável, a água vem sofrendo ao longo da história humana uma série interminável de agressões que vai desde o mero desperdício até os mais graves tipos de poluição. A cultura do descaso em relação à água é portanto por demais extensa e ao que tudo indica a evolução do conhecimento científico-tecnológico, assim como do próprio gênero humano parece não ter contribuído muito para a formação de uma nova consciência crítica e popular em relação ao tema. Dai a razão de todo este descaso.
Há uma espécie de despreparo e leniência até mesmo dos governos e das instituições de ensino para trabalhar a questão da água junto à sociedade. Noções elementares para uma boa convivência com água são desprezadas cotidianamente. Uma onda de imensa ignorância parece rondar o cotidiano das pessoas. Para onde quer que se olhe sempre é possível encontrar uma ação predatória, agressiva, errônea, inadequada no tocante a este divinal recurso natural.
A péssima maneira com que nos relacionamos com a água é uma demonstração evidente da nossa pequenez evolutiva, do ponto de vista da nossa consciência ecológica. Não há mais tempo para ilações abstratas acerca do perigo que começa a rondar a nossa única casa(o planeta). Ou mudamos nosso modo de nos relacionar com a natureza ou teremos daqui a pouco, que pagar um alto preço pela nossa teimosia e ignorância(se já não estamos pagando). A água que constitui a base da vida de todas as espécies planetárias sua preservação portanto é uma necessidade imperiosa que não aceita mais delongas.
Chegamos ao limite das agressões aos recursos naturais... Nossa destruição total não é mais uma possibilidade absurda, extravagante: é uma realidade possível. Como dissera – uma verdade inconveniente. Ninguém em qualquer parte do planeta está imune de sofrer as duras conseqüências da maldade que acumulamos pela história afora contra a natureza sua flora e sua fauna.
Neste domingo, 22 de março, é preciso que todos os seres humanos reflitam seriamente sobre aquilo que cada um tem feito pela mãe-natureza. Ela que nos deu tudo. E o que na verdade fizemos em termo de retribuição? Uma reflexão que deveria a partir de então, valer pelo ano todo, pela vida toda. Pelo futuro que haveremos de deixar para nossos filhos, netos assim como pelos animais que também são os nossos irmãos de caminhada.
Neste domingo, 22, dia internacional da água, urge que pensemos na natureza, a partir de um mundo sem fronteira. Numa nova mudança de paradigmas. Numa possibilidade de mudança efetiva das nossas ações (por mais pequena que for) no sentido de uma nova vida baseada na compreensão de que somos todos filhos da natureza. Por conseguinte, irmãos das águas, dos bichos, dos micróbios, das plantas, do solo, dos pássaros e, sobretudo do homo sapiens.
Que a água depois de ter nos dado a vida, que nos liberte agora dos grilhões da nossa própria ignorância e teimosia. Para uma vida em harmonia, holística de convivência e desenvolvimento sustentável com base na ética na tolerância e no respeitos aos recursos naturais como um todo.
Viva a água viva! Porque a água representa o mundo e a nossa própria vida ambiental.

Por José Cícero


Secretario de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora – CE.

Artigo publicado no Blog...

DE: Luiz Domingos de Luna / Aurora – Ceará/

Para Editores do Blog Farias Brito, Yuri Lacerda e Taciano Pinheiro

Gostaria de parabenizar o Blog Farias Brito, o blog que está na crista da onda da integração do cariri- Globalização -e agradecer aos editores Yuri Lacerda e Taciano Pinheiro e comunicar a todo povo de Farias Brito que o artigo "Ética , pelo menos para as criancinhas" está sendo lido hoje pelo povo cearense numa publicação no jornal "O povo", porém, graças a garra e tenacidade de Yuri Lacerda e Taciano Pinherio, o povo de Farias Brito já, havia lido e avaliado a potencialidade literária do artigo. Graças ao espirito de vangardistas dos seus determinados filhos (Yuri Lacerda e Taciano Pinheiro) em informar bem a Farias Brito.
Fonte:http://www.opovo.com.br/opovo/jornaldoleitor/863588.html#

Luiz Domingos

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Resposta ao e-mail:

Luiz Domingos,

nós agradecemos a enorme colaboração que estais ofertando para o Blog Farias Brito. Com certeza é muito importante termos pessoas engajadas nesse trabalho, como você, nos apoiando e colaborando com o Blog. Só assim, conseguimos manter viva este trabalho (voluntário), que orgulhosamente é um dos veículos de comunicação mais importante do município de Farias Brito e que hoje ocupa um lugar de destaque também na mídia Sul-Cearense.

Graças aos vários colaboradores que temos, conseguimos manter vivo este veículo que: ajuda aos filhos de Farias Brito que vivem em lugares distantes "matar" um pouquinho da saudade de casa; fazer com pessoas que tinham perdido o contato com a família; e, principalmente, manter viva essa cultura tão rica de nossa querida região.

O nosso muito obrigado pelo seu trabalho! Você que com certeza já faz parte dessa família que é o blog. Manter um trabalho desse com certeza é muito díficil, principalmente nesse mundo que vivemos, com um sistema que sufoca a todos.

Um forte abraço,
Yuri Lacerda
Editor do Blog Farias Brito

Planeta que chora


Diante do descaso com o meio ambiente, e por extensão para com o planeta terra, onde o poder de consumo dos seres humanos está acima da lógica existencial, “O homem como o grande construtor de desertos” e já disponível em literatura todo um “alertai” sobre as conseqüências desta agressão gratuita a biosfera, é que, disponibilizo o poema Planeta que Chora, para que, quem sabe? Esta forma de grito em defesa do meio ambiente possa ecoar nos mais diferentes recantos da bola, no momento azulada, mas que em breves dias ficará da cor agressão - poeira” marrom”, Praza Deus que, caro leitor, esta simples mensagem possa ser uma gota de otimismo no oceano da humanidade e um grão de areia no novo edifico que teremos que construir para a nossa sobrevivência, a consciência de que ainda não temos um novo planeta para destruir e/ ou / preservar o velho habitat terrestre ou seremos expulsos, pois a natureza, não dá saltos, nem nós humanos podemos, saltar para trás.
PLANETA QUE CHORA
LUIZ DOMINGOS DE LUNA

Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
Sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
Por que a poluição ?
O farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

Por Luiz Domingos de Luna

Audiência pública no Congresso Nacional para debater o escândalo da TV Diário

Do Rastreadores de Impurezas:


Desde quando o último sinal da TV Diário foi proibido de ser captado via satélite que a população pedia manifestações dos políticos. Muitos acompanharam o movimento da imprensa local e ficaram mudos ao tema. Outros até falaram em seus discursos na Assembléia Legislativa do Ceará. Pois bem, ontem chegou uma informação de que o caso do golpe inescrupuloso da Rede Globo sobre a TV do Nordeste foi parar no Congresso Nacional.
Por solicitação do deputado federal José Airton Cirilo (PT - 13), deverá acontecer uma audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, em Brasília. Em seu requerimento, o parlamentar quer a presença de representantes da TV Diário, Ministério das Comunicações e Rede Globo para dar esclarecimentos.
Não custa nada saber a elucidação do golpe em cima dos funcionários, anunciantes e telespectadores da emissora cearense. Ache bom ou ache ruim, o deputado vai ficar bem na fita do Nordeste, é isto!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Música atual, nossa cultura em pleno caos

Entre muitos atributos o Brasil é conhecido lá fora pela riqueza da sua historiografia musical. A MPB enquanto estilo é uma das nossas mais expressivas identidades a nos mostrar para o mundo. Algo que nos eleva e nos projeta muito além dos conceitos musical-artísticos das Américas e alhures. A música, portanto foi durante muito tempo um legítimo produto de exportação made in Brasil. Nosso cartão-postal tal qual um considerável passaporte para nossa intervenção e inserção na cultura e na história mundial.
Porém, diante do atual quadro de descalabro em que se encontra o movimento cultural brasileiro e em especial, da rica musicalidade regional, tudo o mais inspira preocupação e cuidados. Há, por assim dizer, um claro e vergonhoso estado de calamidade a se abater por sobre a nossa música popular, notadamente a de raiz. Aquela que por sinal, mais nos identificava com a nossa cultura cotidiana, história e outras manifestações significativas do nosso imaginário. A música diante deste absoluto caldo de contradições culturais representa apenas a ponta do iceberg. A crise de talento e de idéias também 'infecciona' diversos outros estratos do fazer cultural brasileiro, sobretudo pela inexistência de uma política de governo mais agressiva, menos excludente e que também priorizasse o ambienta da escola e da periferia.

Este descuido vai aos poucos se generalizando, ferindo de morte diversos outros setores da nossa máquina cultural. Isso porque, quando a sociedade se acultura todo o resto desmorona, fragiliza, corre perigo. Para quem acredita ser a cultura a verdadeira identidade de um povo; do jeito que vamos(anestesiados pela indiferença)daqui a pouco não teremos quase mais nada para defender e se preocupar.

É preciso conter todo este processo de substituição sistemática das nossas expressividades culturais. Por uma cultura alienígena, que não é nossa. Descomprometida com o belo e padronizada ante um modismo imbecil que só idiotiza nossa gente, especialmente a nossa bela juventude.

Vivemos assim uma realidade digna de envergonhar qualquer nação do globo que preze de verdade a sua identidade. O que estão fazendo com a nossa cultura musical (tradicional-regional) é um atentado contra a nossa inteligência. Um crime de lesa pátria para o qual todo brasileiro deveria se rebelar enquanto há tempo. Um verdadeiro estupro cultural, algo inaceitável para uma nação que se diz pronta para ocupar uma posição hegemônica na América Latina, bem como no além-fronteira. Cuidar bem da cultura é cuidar com carinho do presente e do futuro.

Uma nação que não valoriza e nem preserva a sua cultura não tem nenhuma perspectiva de futuro grandioso.
Qualquer estrangeiro que vier ao Brasil, logo pensará que a nossa música é essa que toca no rádio, nos domicílios, nos clubes, nas praças e na TV. Quase tudo o que se ouve, se curte e dança pelo país afora no momento atual constitui-se num lixo, para não dizer outro nome. Qualquer coisa, menos música... Coisa do tipo: Pagode rasteiro, sertanejo choradeira e algo ainda pior: uma praga a se espalhar pelo Nordeste inteiro e por quase todos os quadrantes do Brasil: forró descartável, descaracterizado, que de forró mesmo não tem nada.

O que as emissoras brasileiras estão fazendo(com rara exceção) é um típico "arrastão" anticultural. Uma conspiração em desfavor da nossa história musical que compromete seriamente todo o nosso velho sonho de futuro.
O que ora se toca nas nossas rádios é péssimo. Nada condizente com o potencial que possuimos nesta área. Como se deliberadamente subestimassem a inteligência, assim como a paciência da nação verde-amarela. As "bandas" de forró como são chamadas, descaracterizam nossa música e até o próprio mercado fonográfico. A pobreza é tanta, que os próprios nomes destas "bandas" pecam mortalmente até na formulação dos seus títulos. Mais um atentado à gramática, a língua portuguesa, as idéias, a poesia, enfim ao bom trato dos vocábulos poéticos. As letras de tais composições são sofríveis. Puro mal-gosto. Pura pobreza, desnudando às nossas vistas, toda a miséria da nossa música miserável. Uma droga que só entorpece, deseduca e agride tanto a ética quanto a moral da nossa sociedade, diante de um típico show de besteirol. Inclusive pela baixaria que também se expressa na obscenidade, palavras chulas, imorais, de baixo calão. Um desserviço prestado a juventude e a nação e ainda por cima cobram por isso.

Penso que a música como um patrimônio do Brasil devia ser bem mais protegida, sobretudo pelo poder público. E não me digam que a culpa é do nosso povo. Porque isso não é verdade. O povo não tem culpa da educação que não recebe. O povo só pode gostar daquilo que conhece e lhe oferece. E o que estão fazendo com nossa gente é uma verdadeira lavagem cerebral. Por que será que os europeus, os alemães, por exemplo, adoram tanto a música erudita? Ora, simples. Lá a música começa como uma disciplina escolar. As emissoras(de rádio e TV) primam pela qualidade, do contrário perdem a audiência e até a concessão pública para operar.
Convenhamos: aqui no Brasil se querem continuar nos oferecendo o que não presta, pelos menos permitam que as pessoas possam também ter o direito de experimentar o outro lado da moeda(ou do disco?) – ou seja, a música de qualidade e de raiz. Não deixem que a nossa fantástica MPB morra pela nossa passividade e indiferença.

Presumo que até Deus seja também uma energia musical. Viva a MPB! Abaixo o estelionato musical.

Por: José Cícero
Professor e poeta
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora – CE

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gero Camilo concede entrevista aberta e atua em espetáculo no III Festival BNB das Artes Cênicas

Gero Camilo concede entrevista aberta e atua em espetáculo no III Festival BNB das Artes Cênicas


FORTALEZA, 18.03.2009 - Um dos intérpretes e autores expoentes do teatro e cinema contemporâneos, o ator, dramaturgo e diretor teatral Gero Camilo descreverá sua trajetória artística e compartilhará sua história de vida, em entrevista aberta ao público, dentro do programa Nomes do Nordeste, na próxima terça-feira, 24, às 19 horas. Gero Camilo atuou em filmes como "Carandiru", "Cidade de Deus", "Bicho de Sete Cabeças", "Abril Despedaçado" e "Madame Satã", entre outros.

Com entrada franca, a entrevista acontecerá no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108), dentro da programação do III Festival BNB das Artes Cênicas. O artista cearense radicado em São Paulo será entrevistado pelo jornalista Augusto César Costa e pela platéia presente ao Centro Cultural, que poderá formular perguntas por escrito.

Na quarta-feira, 25, em sessões gratuitas às 15h30 e 19h, também no cineteatro do CCBNB-Fortaleza, Gero Camilo atuará no espetáculo "Cleide, Eló e as Peras", com texto de sua autoria, ao lado da atriz Paula Cohen e sob a direção de Gustavo Machado. A peça integra a programação do III Festival BNB das Artes Cênicas. No dia seguinte (quinta-feira, 26), às 19h, o espetáculo será encenado no CCBNB-Cariri, em Juazeiro do Norte, no sul do Ceará. As duas apresentações da peça no Festival contam com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

"Cleide, Eló e as Peras" é uma peça que grita de amor. Que abre trilhas nos caminhos vagabundos do coração e derrama insanidades decorrentes de qualquer paixão. É para falar da carne e da alma, que um vigia conta a sua história de embriaguez. Ali do lado, ou em um lugar qualquer, uma mulher rasga o peito de seu amado porque precisa tê-lo, porque precisa... Este espetáculo fala de gente. Da gente e das aventuras libertárias e perigosas que os encontros nos proporcionam. Texto: Gero Camilo. Atuação: Gero Camilo e Paula Cohen. Direção: Gustavo Machado. Classificação Indicativa: 14 anos. Duração: 70min.



História de vida e trajetória artística


Gero Camilo é o nome artístico de Paulo Rogério da Silva (Fortaleza CE 1970). Dramaturgo e ator. Um dos autores mais promissores dos primeiros anos de 2000. Escreve para dar vazão a seu trabalho de intérprete. Encontra a base de sua produção teatral no lirismo que procura extrair das lembranças da infância no Nordeste, confrontadas com a dureza da cidade grande.


Nas suas próprias palavras, é nítida a orientação de seu trabalho tanto de dramaturgo como de ator: "Sou desavergonhadamente poeta. Acho que todo intérprete está à mercê da poesia. Minha vontade é sempre trazer a poesia para este tempo. A poesia é a mãe de todas as artes". De fato, as primeiras encenações de suas obras para o teatro revelam um tom marcadamente lírico, cujo resultado positivo ante o público e a crítica se dá rapidamente.

Como militante da Teologia da Libertação, inicia-se, em seu Estado natal, no teatro amador, com objetivos didáticos. Aos 19 anos, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, cursa princípios básicos de teatro. Vai para São Paulo, onde ingressa na Escola de Arte Dramática (EAD), em 1994. Nesse período, integra o elenco de montagens realizadas por alunos, que lhe valem o contato com diretores como: Celso Frateschi, em Aquele que Diz Sim, Aquele que Diz Não, de Bertolt Brecht; Cristiane Paoli-Quito , na improvisação Prelúdico para Clowns e Guitarra; e José Rubens Siqueira, em Tartufo, ou O Impostor. Forma-se em 1998.

No processo seletivo da EAD, manifesta vocação dramatúrgica, apresentando sua primeira peça, o monólogo A Procissão, escrita em julho de 1993 e encenada em 1998, com direção e interpretação do próprio Gero. Trata da luta de romeiros pela sobrevivência no sertão, narrada pela personagem Zé, em meio a um cenário composto por lampiões, cruzes e velas.

A proximidade com a platéia, à qual a personagem se dirige diretamente, e a sonoridade do espetáculo, rendem sugestões que tiveram boa acolhida pelo crítico Sérgio Salvia Coelho, no Festival Internacional de São José do Rio Preto, São Paulo, em 2004: "Com um ritmo sereno, cheio de silêncios perfumados pelos sons do sertão, executados pelas músicas-cantoras com precisão e malícia, compartilha nessa vigília momentos inesquecíveis. (...) A elegância despojada dos figurinos, o capricho ingênuo dos adereços e instrumentos que formam um altar nessa capela improvisada, mas que bastam para consagrar o ritual, são estojos de veludo para contos instantâneos como o desse menino que fez todos rirem ao pedir dinheiro se dizendo anjo".

Ainda em 2004, Aldeotas <javascript:void(0);> , dirigido por Cristiane Paoli-Quito, confirma a sensibilidade do autor e rende à diretora o Prêmio Shell. Trata-se da história de um poeta, Levi, que envia ao melhor amigo de infância, Elias, na véspera de seu reencontro depois de muitos anos, uma peça de teatro que rememora causos e casos compartilhados por eles.

No mesmo ano, Ivan Andrade e o próprio dramaturgo dirigem Entreatos, composto inicialmente por duas e depois por três peças que abordam temas cotidianos e que são extraídas de seu livro A Macaúba da Terra, de 2002, que apresenta também contos, além de peças curtas. Em Café com Torradas, um homem está com uma senha numa fila de espera e interage com o público; Quem Dará o Veredicto? conta a aflição de uma telefonista que não suporta mais sua rotina e decide não sair mais de casa; em Um Quatro Cinco, há um encontro marcado pelo disque-amizade.

A sua publicação independente, A Macaúba da Terra, já tinha rendido em 2003 a montagem As Bastianas pela Companhia São Jorge de Variedades, com direção de Luís Mármora, baseada nos contos do livro.

Cleide, Eló e as Pêras, dirigido por Gustavo Machado, em 2006, constitui-se de mais três textos do mesmo A Macaúba da Terra. Nas duas primeiras partes, as declarações de amor do vigia Ernesto por Cleide e de Isadora por um homem chamado Eló; na última, o encontro de Ernesto e Isadora. Mais uma vez, há o despojamento do cenário e a dramatização centrada nos atores, características que a dramaturgia de Gero Camilo demanda.


Sérgio Salvia Coelho, mais uma vez, não economiza os elogios ao dramaturgo e intérprete ao escrever sobre o espetáculo: "assim é Gero Camilo: palmo e meio de gente, a humildade nordestina sorridente, até ele pôr a gente no bolso. Solar, enorme de escutar os outros, e sabendo contar o que ouviu. (...) na primeira cena, quando Gero entra e canta, contra a cidade por trás das vidraças, o coração da platéia se abre como na casa de amigos, e nada nos falta mais".

Gero Camilo dedica-se também ao cinema, chamando a atenção em Carandiru, 2003, de Hector Babenco, e à música, como compositor e cantor.





ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

* Gero Camilo - (11) 9676.2331 / 8454.2775 / 3641.6471 (falar com Helena Weyne ou Luiza Brasca) - macaubaproducoesartisticas@hotmail.com; em Fortaleza, Gero Camilo ficará hospedado no Hotel Luzeiros (av. Beira-Mar, 2600 - Meireles - fone: (85) 4006.8585), a partir da tarde da próxima segunda-feira, 23.

* Carolina Teixeira (coordenadora do III Festival BNB das Artes Cênicas) - (85) 3464.3178 / 9629.1777 - carolinatr@bnb.gov.br

* Ricardo Pinto (gerente do CCBNB-Fortaleza, em exercício) - (85) 3464.3111 - yuca@bnb.gov.br

* Jacqueline Medeiros (gerente do CCBNB-Cariri, em exercício) - (88) 3512.2855 / (85) 8851.5548 - jacquerlm@bnb.gov.br

* Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br

No Cariri o petróleo agora é nosso

Região do Cariri: Agora sim o petróleo é nosso!

A possibilidade da existência de jazida de petróleo no Cariri pode provocar uma verdadeira revolução na economia da região sul cearense.
Por José Cícero da Revista Aurora*


A velha expressão "O petróleo é nosso" que noutros tempos encarnou o próprio sentimento de resistência popular contra o estado ditatorial de exceção, parece se renovar agora, não mais como uma bandeira de luta política simplesmente como no passado. Porém como uma nova empreitada em favor de um Brasil soberano e independente e, que necessita se firmar de vez, perante o mundo expulsando o fantasma do imperialismo mundial político, econômico e financeiro.
Como há muito se desconfiava, o Brasil ao contrário do que nos diziam os americanos, tem sim um potencial petrolífero a ser explorado e com grandes possibilidades de sucesso. Desde a sua costa litorânea, a Amazônia e o interior do Nordeste o país do Lula apresenta por assim dizer, um filão de ouro, que logo irá superar a própria Venezuela(com a data vênia do bravo Hugo Chávez), sobretudo pela nossa dimensão geográfica. Uma realidade que a partir de então, irá incomodar e muito, os intentos políticos e expansionistas da nação ianque.
Fica portanto, cada vez mais claro que a intenção do projeto de privatização engendrado pelo chamado consenso de Washington durante o governo de FHC era, igualmente, uma atitude deliberada de enfraquecimento das nossas empresas estratégicas como a CSN, Vale do Rio Doce, o sistema ferroviário e, principalmente, a Petrobrás. Uma política intencional de comprometimento ainda maior da nossa própria estrutura econômica e produtiva - os pilares da nossa soberania. A autosuficiência do Brasil neste campo assusta deverasmente, os caciques do capitalismo mundial.
Um dos principais fomentadores de estados bélicos pelo mundo afora, tem sido o desejo insano das grandes potencias(leia-se EUA) pelo domínio do petróleo existente nas diversas nações do planeta. O petróleo é, por conseguinte, um presente do passado para o futuro das nossas gerações. Por isso precisamos defendê-lo com unhas e dentes. O povo caririense que o diga...
A perspectiva da exploração petrolífera na região do Cariri é por demais animadora em todos os sentidos que se possa imaginar. Com a tecnologia que temos por intermédio da Petrobrás poderemos, através de prospecções profundas no pré-sal da nossa geologia extrair a riqueza necessária para a redenção dos irmãos sertanejos e quem sabe, a verdadeira independência do Brasil do julgo internacional.
Uma feliz desconfiança que vem se arrastando desde os anos quarenta quando se ventilou a priori a possibilidade de se encontrar o "ouro negro" na região de Patativa. Desde a chapada do Araripe até o sertão paraibano. Como os americanos de Obama irão engolir mais essa. Já não bastava a incômoda liderança do Brasil na tecnologia dos biocombustíveis e na exploração de águas profundas?
O petróleo nunca foi tão nosso como deverá ser a partir de agora. Para tanto, é preciso o engajamento de toda a sociedade caririense, além dos demais segmentos sócio-político, civil, empresarial e acadêmico, numa corrente que obrigue a velha elite a não mais nos ludibriar com mais uma falácia histórica.
O solo do Cariri que já produziu tantas riquezas e talentos para o Ceará, o Brasil e o mundo nos oferece agora mais uma dádiva para que possamos enfrentar o futuro com mais altivez. Cabe a nós lutar por isso sem demora... Sem no entanto perder de vista a necessária visão de progresso sempre aliada a sustentabilidade ambiental.
O município de Aurora, por exemplo, precisa, também, entrar nesta linha de frente da prospecção mineradora e petrolífera. Quem sabe, a partir das célebres minas das Serras do Coxá, Diamante e Morro Dourado que no passado foram motivos de disputa, envolvendo o padre Cícero, Floro Bartolomeu, Conde Van de Brule e potentados regionais. Como se vê foi preciso numa época muito mais difícil, uma a visão aguçada de um homem que esteve além do seu tempo e dos que o cercavam - o padre Cícero. Ele, que quase sozinho mobilizou toda uma região, malgrado as incompreensões de toda sorte; produzindo e exportando, (pasmem) a própria matéria prima da borracha; extraída de uma planta nativa da caatinga sertaneja - a Maniçoba.
Com este recurso natural de primeira linha(que é o petróleo) o Cariri recuperará o tempo perdido, galgando assim uma nova posição de destaque no cenário político e econômico do Ceará, do Nordeste e do Brasil. Nem que para isso tenhamos que nos rendar a capacidade de luta e o empenho de políticos da capital com uma visão estratégica e combativa em favor do povo cearense em geral, como o fazem o senador Inácio Arruda e o deputado Chico Lopes.
Valeu camaradas! O Ceará e o Cariri confiantes lhes agradecem de punho cerrado, alegria no rosto e o coração à flor da pele.
O sertão vai virar mar para que a profecia possa enfim, ser cumprida. Quem sabe um mar de bonança para os que sempre acreditaram na sua capacidade de resistir bravamente às agruras do clima e a insensibilidade dos homens.
O petróleo do Cariri é Nosso!! Hoje muito mais do que ontem.
Por: José Cícero
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora-CE.

terça-feira, 17 de março de 2009

Cultura Sertaneja, oprimida e abandonada

Por: Luiz Domingos de Luna

Cantada e decantada em verso em prosa, nutrida e destilada como a arte pura da criação do sertanejo, comparada ao paraíso perdido, o jardim do Éden, á Canaã, a terra de leite e mel, a pureza performática de uma rosa, é assim que é tratada na literatura, na história, na vida, seja no plano racional ou emocional, mas esta pobre e amarelada cultura não passa de uma substituição do pleno pelo não pleno, do básico pelo não básico, do total pelo não total, do ideal pelo não ideal, do todo pela parte senão vejamos:

A geladeira - um pote pingador, Uma cama confortável - uma rede de tear, um almoço digno - um prato de angu, um automóvel - a cangalha de um jumento coiceiro, uma empresa - um tabuleiro improdutivo, uma caneta - uma enxada de três libras, um vigilante - uma cadela cheia de carrapato, um ar condicionado - um abano, um fogão a gás - um fogão de lenha, um rádio - uma gaiola de canário, o telefone - os fogos de artifício, a praia - um açude lamacento, o elevador - um pé de coqueiro, a sauna - é o próprio trabalho.  A murada da mansão - uma cerca de faxina, a mansão  - Uma tapera de barro cru, o caviar - é ova de curimatã, uma maleta 007 - é saco de nó cego, o avião - é uma pipa voadora, a prancha de surfe - é o couro seco de carregar capim,  o teclado - é  um pé de pode, o carnaval - é um adjunto de trabalho,  Uma missa de gala - é uma novena, uma marcha nupcial -é  o miseré, o escritório -é o alertai, o relógio  - é um galo gogento no terreiro, ou o jumento, durante o dia, um concerto musical – uma ópera de penitentes ///mas ainda bem que a televisão é a própria televisão e a novela é a própria novela, ainda bem, , pois para quem saiu do sertão nada mais gratificante do que incentivar, louvar e viver as reminiscências do sertão, mas para que não saiu nada melhor do que  ver o modo de vida dos egressos sertanejos pela televisão e adeus Sordade!!!.

Luiz Domingos de Luna Luiz
http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com/
falcaodouradoarte@hotmail.com
Aurora-CE

A Bomba quimica de indução alimentar aos adolescentes

Por: Luiz Domingos de Luna

A Bomba Química de indução alimentar aos adolescentes

Com o advento do crescimento do capitalismo direcionador com marketing agressivo, toda sorte de mazelas, vem assolando o já frágil convívio do tecido social planetário. Pois à medida que cresce a tecnologia, diminui o campo de trabalho, obrigando os seres humanos a ter uma vida ao ritmo das máquinas, isto vem trazendo inúmeros prejuízos para a convivência dos seres humanos. A adaptação desta selvageria da modernidade e da concentração de renda, pois, senão: vejamos as pessoas hoje em dia não podem escolher o seu cardápio, ou ter um momento para as refeições. Na falta disto, vão se alimentar nas grandes cadeias Capitalistas de distribuição de alimentos que oferecem às pressas, -refrigerante com hamburguer- feitos tudo a base de gordura saturada e colesterol, além da alta taxa de glicose, razão esta, de está a cada dia aumentando em forma de progressão geométrica os casos de crianças com problemas cardíacos, diabetes, e outras mazelas como o stress, depressão e outros. Os seres humanos não são máquinas, não podem responder o interesse dos grandes mercados de capitais com subserviência, como a pressa, como a falta de horário para alimentação. Estamos entupindo nosso organismo de colesterol, triglicérides e glicose. Iremos pagar um preço alto pela ingestão de alimentos degradadores de nosso próprio organismo, bem como, iremos criar uma geração de obesos, porque não dizer de crianças obesas, stress, depressão. Tudo isto para nutrir a ganância de um marketing agressivo e bem aparelhado, sem a devida preocupação com a qualidade alimentar, na visão somente do lucro rápido, passando por cima da saúde de nossas crianças e nossos jovens, com alimentos que são verdadeiras bombas químicas alimentares, a curto e em longo prazo.

Luiz Domingos de Luna Luiz
http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com/

falcaodouradoarte@hotmail.com
Aurora-CE

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA.

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor

.O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
Além de excomungar
O ministro Temporão,

Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão

E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda
Deixando mulher buchuda

E bolindo com os meninos.
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

{ Zé Piaba }

segunda-feira, 16 de março de 2009

O ARCEBISPO DA INQUISIÇÃO


O Recife (PE) - Todo o mundo soube que Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, excomungou os médicos que praticaram um aborto em uma criança de nove anos. Mas quase ninguém soube que o aborto não se fez onde a menina estivera internada, no IMIP, porque o arcebispo ameaçou romper o contrato que esse hospital mantém com a Santa Casa. De fato e de direito, para evitar a santa ira, os médicos cumpriram com o dever na Maternidade da Encruzilhada, em outra terra e contrato. E mais não se disse, porque na notícia é comum a expulsão da história. Vê-se o fato – e peço perdão por não resistir à tentação do trocadilho – vê-se o feto, mas se esquecem os antecedentes. O arcebispo que ganhou o mundo há muito anunciou os seus sinais, quando assumiu a direção das almas católicas em Olinda e no Recife. Pois Dom José Cardoso tem uma sombra. Ela se chama Dom Hélder Câmara. Há correspondências que ajudam a semelhança, que se casam nesse estranho conúbio e associação. A começar pela altura, física. Dom José Cardoso e Dom Hélder Câmara têm ambos a mesma estatura. À vista desarmada, dir-se-ia que os dois medem os mesmos 1 metro e 58, se muito. Ambos são nordestinos, Hélder, do Ceará, José, de Pernambuco. Ambos se encontraram na Arquidiocese de Olinda e Recife. Mas aqui terminam as semelhanças. Nas diferenças, bem mais cresce a sombra que o ser atual na Arquidiocese. O vigor da sombra Dom Hélder Câmara é de tal monta que mais vale esclarecer quem é Dom José Cardoso Sobrinho. Vejamos o que dele dizem as suas ovelhas. Das realizações do atual arcebispo, o jornal Igreja Nova, criado pelo Grupo de Leigos Católicos IGREJA NOVA, denuncia um desmonte implacável da Igreja semeada por Dom Hélder Câmara. Da posse em 15 de julho de 1985 até a condenação sem direito à defesa do padre João Carlos Santana da Costa, expulso da paróquia do bairro de Água Fria, a memória conta inúmeras perseguições e abusos. Em 2001 o Diário de Pernambuco publicou escândalo envolvendo imóveis da arquidiocese: o Dr. Rui João Marques em testamento havia deixado uma casa “para obras caritativas da paróquia” e um apartamento, “para formação de seminaristas verdadeiramente vocacionados”. A arquidiocese tomou conhecimento do legado em 1995, mas não tomou posse, e revendeu os imóveis a terceiros, sem respeitar a vontade do falecido. Os paroquianos se revoltaram, reagiram, colocaram na imprensa, fizeram abaixo-assinado, mas nada conseguiram. O pároco, pressionado pela comunidade, requereu o valor do imóvel, onde pretendia fazer uma casa “para a educação de crianças pobres”, segundo a vontade do morto em testamento. Foi advertido pelo arcebispo, ameaçado de expulsão, a menos que assinasse um documento que havia recebido o dinheiro. Mesmo assim, meses depois foi expulso e saiu teoricamente como “ladrão”. E como melhor lembrou o Jornal Igreja Nova: "Dom José Cardoso, o sucessor de Dom Hélder na Arquidiocese de Olinda e Recife, será lembrado como um senhor bispo, ou um bispo senhor, no sentido do procurador romano, ou como lídimo representante de uma hierarquia gendarme, que executa, com o código de direito canônico na mão, as determinações do poder central. Como alguém que veio com a triste e árdua tarefa de desmontar e desfazer até nos alicerces o modelo de Igreja preconizado pelo Concílio Vaticano II e ensaiado por Dom Hélder". (Jornal Igreja Nova, http://www.igrejanova.jor.br/edabr00.htm) Ou no mesmo jornal, nesta magnífica e santa passagem: "No dia 6 de agosto de 2004, durante a concelebração eucarística de encerramento das festas do padroeiro de Olinda, São Salvador do Mundo, Dom Cardoso enviou recado à Prefeita de Olinda, Luciana: que ela se retirasse da fila da comunhão (que era a que ele distribuía), porque ela pertencia a um partido político ateu (Partido Comunista do Brasil). Ao mesmo tempo, numa atitude covarde, trocou sua fila com a de Dom Fernando Saburido (bispo Auxiliar)". O arcebispo que excomunga médicos é o mesmo que condena, persegue e expulsa padres e freiras desde 1985. Expulsa sem direito à defesa dos condenados e perseguidos. Mas expulsar adultos por delito de consciência não é o mesmo que expulsar fetos. Quem expulsa homens salva o evangelho. Quem expulsa fetos comete um crime. Desde os tempos da Santa Inquisição.

Urariano Mota - Direto da Redação.Publicado em 11/03/2009