sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chuvas podem ficar abaixo da média em 2010

O consenso entre os meteorologistas reunidos durante o XII Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino foi de que, durante os meses de fevereiro, março e abril de 2010, há 45% de chances de chover abaixo da média histórica na região, incluindo o Ceará, 35% de probabilidades de precipitações em torno da média e a possibilidade de chuvas acima da média é de 20%. Nos últimos 30 anos, (1980 a 2009) a média de precipitações no Estado, durante a quadra chuvosa (fevereiro a maio) tem sido de 629 milímetros.

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 21 de janeiro, no auditório da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Estiveram presentes representantes da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Ceará (Ematerce) e das Defesas Civis do Estado e de Fortaleza. “Este ano, diferentemente do que fizemos em anos anteriores, divulgamos a previsão climática apenas para o trimestre, e não para a quadra chuvosa. Isso aconteceu porque ainda temos uma indefinição quanto a temperatura das águas do atlântico, que influenciam na qualidade das chuvas no Ceará. Vamos atualizar este prognóstico no fim de fevereiro”, informou Eduardo Sávio Marins, presidente da Funceme.

Para o presidente da Cogerh, Francisco Coelho Teixeira, esse indicativo de chuvas abaixo da média histórica não preocupa. “Em 15 anos de monitoramento, nunca tivemos um início de ano com os níveis dos reservatórios tão cheios como em 2010. Atualmente, antes do início das chuvas, estamos com mais de 78% da capacidade de armazenamento. É importante dizer que, mesmo com o prognóstico apontando pouca precipitação durante os três meses, é possível termos dias de muita chuva, inclusive com alguns açudes voltando a sangrar”.

Segundo Alísio Santiago, coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, independentemente do prognóstico, o órgão estará preparado para situações de emergência. “Ainda temos problemas em áreas de risco e não está descartada a possibilidade de chover forte na Capital”, comentou.

El Niño

O principal fator a determinar a previsão de chuvas abaixo da média histórica no Ceará é a atuação do fenômeno El Niño. “A superfície do Oceano Pacífico equatorial ainda está com temperatura maior que o normal, o que caracteriza o fenômeno. Em dez anos de El Niño, oito são de poucas chuvas no Nordeste. A população também precisa saber que o prognóstico dando maior probabilidade de menos chuvas não significa que não choverá. Haverá, inclusive, chuvas fortes em algumas cidades, mas, em todo o Estado, durante os meses de fevereiro março e abril, a tendência é de precipitação abaixo da média. As indefinições da superfície do Atlântico não nos permite apontar qual região deve chover mais. Além, disso, não há como indicar quando exatamente vai começar a quadra chuvosa, somente acompanhando as previsões diária do tempo”, explicou David Ferran, gerente do Departamento de Meteorologia da Funceme.

Assessoria de Imprensa da Funceme:

Guto Castro Neto (comunicacao@funceme.br - (85) 3101-1102 / 8814-4194)
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