sábado, 17 de abril de 2010

Campanha combate e alerta sobre uso de medicamentos falsificados

Uma semana após o lançamento nacional, a campanha “Medicamento Verdadeiro”, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chega ao Ceará para orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados. O diretor adjunto da Anvisa, Pedro Ivo Sebba Ramalho, fará o lançamento da campanha nesta segunda-feira, 19 de abril, às 14h30min, durante o Seminário Estadual Combate à Falsificação de Medicamentos, que a Secretaria da Saúde do Estado realiza nos dias 19 e 20 de abril, das 8 horas às 17 horas, no auditório Ciro Gomes da Escola de Saúde Pública do Ceará, na Avenida Antônio Justa, 3161, Meireles. Após o lançamento da campanha, será instalado o Fórum Permanente de Combate à Falsificação de Medicamentos.

A campanha “Medicamento Verdadeiro” faz parte das ações da Anvisa de combate ao uso irracional de medicamentos, com enfoque educativo e informativo, direcionado à população. A campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a necessidade de consumir medicamentos verdadeiros e seguros e auxiliar as pessoas a identificarem esses medicamentos por meio das estratégias de segurança adotadas pela Anvisa.

A partir de 2007, em convênio com a Polícia Federal e em conjunto com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, a Anvisa intensificou a fiscalização em farmácias e drogarias. Em 2008, foram aprendidas 40 toneladas de produtos irregulares, entre medicamentos falsificados, sem registro e contrabandeados. Já em 2009, com o aumento da repressão, o volume apreendido foi de 333 toneladas. Este ano, no Ceará, o Núcleo de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado recebeu quatro denúncias de suspeita de medicamentos falsificados em três estabelecimentos de Fortaleza e um de Iguatu.

A maior parte dos lotes apreendidos é de produtos contra disfunção erétil, analgésicos e anti-inflamatórios. Eles colocam em risco a saúde da população porque podem não fazer efeito e por conter doses erradas de matéria-prima. A comercialização, que era feita por camelôs e via internet, agora também está migrando para farmácias e drogarias regulares. O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”. No Brasil, a falsificação e o contrabando de medicamentos são tratados como crimes hediondos.

FIQUE DE OLHO NA EMBALAGEM

O remédio falsificado é produzido com bastante semelhante ao original. Por essa razão, é preciso ficar atento a detalhes na própria embalagem do remédio, como a raspadinha, o lacre de proteção, o número do lote, a data de validade, o número de registro no Ministério da Saúde e o telefone para contato com o fabricante, além da exigência da nota fiscal.

Os medicamentos são os maiores responsáveis pelos casos de intoxicação humana no país. Dos 112.403 casos de intoxicação humana registrados em 2007 pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas (SINITOX), da Fundação Oswaldo Cruz, 34.068 deles, ou 30,31%, foram provocados por medicamentos, com 90 óbitos. No Ceará, a proporção de intoxicação por medicamentos é a metade da verificada no Brasil. No Estado foram registrados, no mesmo ano, 2.500 casos de intoxicação humana, 379 (15,16%) causados por medicamentos, com 9 óbitos.

Assessoria de Imprensa da Sesa
Selma Oliveira ( soliveira@saude.ce.gov.br – 85 3101.5220)
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