sábado, 25 de dezembro de 2010

Papa pede paz em missa em meio a preocupações com segurança

 

Vigilância em prédios públicos foi reforçada após explosões, na quinta-feira.
Justiça italiana classificou episódio como "ataque com objetivos terroristas".


Roma permaneceu nesta sexta-feira (24), véspera de Natal, em estado de alerta depois da explosão na véspera de dois pacotes-bombas nas embaixadas do Chile e da Suíça, reivindicadas por um grupo anarquista.
A vigilância nas sedes do governo e do Parlamento, ministérios, empresas de correios e sedes diplomáticas foi reforçada depois dos atentados, que deixaram dois feridos.
"Reforçamos a segurança de todos os locais representativos. O pessoal de todas as embaixadas e representações diplomáticas foi colocado em estado de alerta. Qualquer pacote suspeito será revistado", explicou o porta-voz da polícia.
Os atentados levaram à abertura imediata de investigações na justiça italiana, que classificou o episódio como "um ataque com objetivos terroristas".
A polícia italiana realizou uma varredura em todas as representações diplomáticas da capital, e o prefeito indicou que os serviços de emergência foram colocados de prontidão.
"Isto é uma onda de terrorismo contra as embaixadas. É mais preocupante do que um ataque isolado", declarou Gianni Alemanno.
Mais tarde, no entanto, um grupo anarquista, a Federação Anarquista Informal (FAI), reinvidicou o envio dos pacotes-bomba.
"Decidimos nos fazer ouvir, com palavras e ações. Destruamos este sistema de dominação. Viva a FAI, viva a anarquia. Federação Anarquista Informal, célula revolucionária Lambros Fountas", afirma uma breve mensagem encontrada em uma caixa perto de um dos feridos e recolhida pela polícia, indicaram meios de comunicação italianos.
Segundo a polícia italiana, os anarquistas pretendiam vingar militantes de seu movimiento no Chile e Suíça.
A Suíça se converteu em alvo devido à recente prisão de vários anarquistas, enquanto que o Chile foi atacado pela morte, em Santiago, do jovem anarquista Mauricio Morales, que morreu em 2009 depois da explosão do artefato que carregava.
A célula italiana, que tem o nome de Fountas, um grego que morreu este ano, em Atenas, durante enfrentamentos com a polícia, manifestou na mensagem sua solidariedade com os companheiros do movimento presos na Argentina, Chile, México, Grécia e Espanha.
O embaixador chileno na Itália, Oscar Godoy, condenou o "ato de terrorismo irracional e brutal" que feriu César Mella, um funcionário administrativo.
A agência de notícias Ansa informou que um terceiro pacote-bomba foi encontrado na embaixada da Ucrânia, mas não chegou a explodir. Um porta-voz da polícia italiana, no entanto, disse que o terceiro artefato foi apenas um alarme falso.
"Expressamos nossa total solidariedade ao embaixador suíço e a todos os funcionários da representação diplomática, que foram alvo de um ato de violência deplorável que merece a mais firme condenação", declarou em um comunicado o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini.

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