terça-feira, 27 de setembro de 2011

LAMPIÃO MÍSTICO

Por Luiz Domingos de Luna:

Sendo Conhecedor de que no Sítio Coxá no município de Aurora havia uma mina de ouro o patriarca da Ordem Santa Cruz, visando preservar este patrimônio de riqueza mineral impar no Ceará, repassa a sua propriedade aos cuidados dos integrantes da Ordem Santa Cruz, assim é construído um quartel da igreja rural Laica no sitio Carro quebrado nominado de Auto de Canudos no município de Aurora.
A Minha querida irmandade, seguindo o rito antigo e aceito, foi informada de que bandoleiros de outras priscas viria Roubar o Bezerro de Ouro do meu superior e patriarca da Ordem Padre Cícero Romão Batista, esses ladrões bandoleiros, já eram acostumados a devorar templos sagrados da Igreja rural Laica verdadeiros piratas do sagrado queriam tirar o nosso Bezerrinho de Ouro que, a entrada da ordem neste município, pelos irmazinhos lazaristas, o dinherinho arrecado com a venda do “bezerro de Ouro” serviria para a futura construção da diocese, visto esta ainda, uma utopia, em processo de andamento apenas um pequeno seminário na cidade motor primeiro da civilidade no cariri.
No século XIX, a Ordem Santa Cruz, já estava bem consolidada na região do cariri, principalmente, nas cidades de Barbalha e Aurora ainda vila, com a ameaça de bandoleiros pagãos, não restou alternativa senão convidar o simpático da Ordem o irmão Lampião, ainda como postulante dos votos sacros da Igreja Rural Laica no Cariri.
Com a chagada do aspirante, nós da ordem achamos por bem fazer a iniciação, o que foi feito no dia 3 de junho, 1927 na Braúna Santa – Aurora-CE - presentes solenidade litúrgica os Irmãos Izaias Arruda, Massilon Leite, Zé Cardoso e outros, bem como todas as foranias do cariri.
Houve uns problemas nosso, no Sítio Ipueiras, mas ressalte-se com prejuízo mais para os integrantes da Ordem do que para a sociedade laica.
A Vigilância agora, na nossa Igreja Rural Laica – carro quebrado- Aurora-CE – O Irmão Lampião, Massilon Leite, Izaias Arruda e Ze Cardoso e outros fizeram a panelinha e colocaram as cinco pontas de defesa do bezerrinho de ouro de meu Padrinho Padre Cícero, ameaçado por bandoleiros pagãos.
O Pobre do irmão Massilon Leite, sempre alimentando uma paixão sem fim por uma ricona de Mossoró cuja família não aceitou o casamento, pois via no pobre irmão um cangaceiro, um bandoleiro. Haja Sofrimento expulso de seu estado natal, a ricona foi trabalhar em um banco e noivou com um ricão, o pobre penitente pediu ajuda aos pobres irmãos vigilantes e foram raptar a menina em Mossoró, a imprensa laica noticiou como uma invasão a querida Mossoró o que fui um show para a imprensa conservadora, os nossos irmãos não morreram por sorte, mas o lampião sofreu tantos tiros que dançava igual a uma bailarina daí o nome da igreja Rural Laica ainda ter este infeliz nome de cemitério da Bailarina.
Este rapto da ricona de Mossoró foi uma página triste para a história da Ordem Santa Cruz pois, criou um cisão interna Muito grande, hoje vários de nossos decuriões estão enterrados pela distorção de ritos/ Padre Ibiapina/ Padre CÍcero/ Assim, nós da ordem, pedimos sinceramente perdão a todos os queridos habitantes de nossa querida Mossoró no Rio Grande do Norte – RN. Perdão e clemência!!!
A Minas de Ouro do Coxá- Aurora – Ceará, foram entregues a CPRM e em seguida A Companhia Vale do Rio Doce.
A Propriedade da Ordem Santa Cruz foi desapropriada pelo governador Tasso Ribeiro Jereisati e entregue a Doze famílias, outrossim a Igreja Rural Laica se encontra lá sorridente, não mais com o nome de Auto de Canudos – mas cemitério da bailarina. Mas quero ressaltar que não existe cerca. O Monte Santo é cuidado, e sempre foi, com Muito cuidado pelos meus irmazinhos da Ordem Santa Cruz – Penitentes – forania do cariri.
Este documento foi feito pelo Mestre de ordem - Ordem Santa Cruz – Penitentes forania do cariri- colhido na oralidade perdida – Luiz Domingos de Luna, ressalte-se porém, que tem sua nulidade imediata ao toque de recolher por qualquer superior da ordem, bem como retratação imediata do autor ao chamado para se explicar – prefiro errar com a ordem do que acertar sozinho.
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