segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O medo que faz bem

Beber eu  não bebo mesmo
Para dirigir a esmo
Sem saber o que estou fazendo,
Como uns bestas por ai
Que bebe pra dirigir
Matando e também morrendo.

Deus me livre eu tenho medo
De morrer assim tão cedo
Ou atropelar alguém.
Por isso também não corro
Assim não mato nem morro
E nem aleijo ninguém.

Ao ilustres corredores
Baladeiros, bebedores
Já que não pensa em você,
Veja bem por aonde vai
Pense na mãe, no seu pai
Num filho que vai nascer.

O que, que você faria
Se  acontecesse um  algum dia
Que um louco embriagado
Como um trem fora do trilho
Matasse sua esposa e filho
Sua mãe e seu  pai amado?

Só sabe a dor quem sente
É só quem perde um parente
Ou alguém muito amado,
Ai é que vai pensar
Mas não adianta chorar
Depois do leite derramado.

Por isso pense nos passos
Naqueles doces abraços
Que eles te deram um dia,
No vazio que a morte deixa
No paralítico que queixa
Da vida sem alegria.

Ande, porém não corra
Não beba, não mate, não morra
Antes do dia marcado.
Viva e deixe viver
Mas se um dia morrer
Não seja atropelado.

Francis Gomes
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