segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

De Quixará a Farias Brito

Palestra proferida no I Encontro do Filósofo Raimundo de Farias Brito em 20/12/2013 na cidade de Farias Brito.

De Quixará a Farias Brito
    Antigamente existia uma tribo de índios tapuia chamada de Quixará, sempre se acreditou que o nosso município fora chamado de Quixará por causa dessa tribo. Antes de 1953 foi pensado em mudar o nome por causa das reclamações dos agentes dos correios sobres as trocas de correspondência entre Quixará e Quixada e por medo da praga que fora rogada pelo Pe. Henrique José Cavalcante, que foi o primeiro capelão do antigo Quixará, o qual “Dizem que rumando a pé, para Araripe, logo ao sair da povoação, debaixo de um frondoso pé de Juazeiro, no sítio Lagoa de Dentro, o Pe. Henrique tirou as alpargatas, bateu o pó das mesmas e disse: Fica-te Quixará, que de Quixará não haverás de passar.” Sugiram então os nomes de Acoci ou Vale Verde, que não foram aceitos pela população. 
    Já no ano de 1953 o assunto voltou à tona, pois naquela época existiu uma enorme admiração pela obra filosófica de Farias Brito, o certo é que o então Governador Raul Barbosa se reuniu com vários prefeitos, estava a procura de uma cidade para homenagear o filosofo com o nome, o que recaiu sobre nossa cidade por causa da amizade politica que tinha entre o presidente da câmara de vereadores Sr. O Enoch Rodrigues e o governador. Então foi resolvido os problemas do correio e culminou a extinção da lembrança da praga que o Pe. Henrique rogou. E por força Lei Estadual 2194, de 15 de dezembro de 1953, art.1° “O município de Quixará passa a denominar-se Farias Brito.”

Antonio Valdemar de Oliveira Neto
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