quinta-feira, 1 de maio de 2008

Série: Brasil, um país de todas as cores

EEF Joaquim Ferreira dos Santos

Barreiro do Jorge – Quincuncá – Farias Brito – CE

II Concurso Literário: “Brasil, um país de todas as cores”.

Autor: Antonio Rodrigo dos Santos Maroto – 6ª Série

Capa: Sandiego Paiva Sousa – 9ª Série

O negro de antigamente

Era muito maltratado

Por causa de sua cor

Não era considerado

Vendidos para os senhores

Pra trabalhar no pesado

Se criava revoltoso

Toda aquela nação

Não conhecia seu pai

Nem tão pouco seu irmão

Trabalhava sem ganhar

Só tinha direito ao pão

Trouxeram o negro infeliz

Do continente africano

Vinha em porão de navios

Nas águas do oceano

Separado da família

Sofrendo seu desengano

A lei não lhe protegia

Pois não era cidadão

Não tinha nenhum direito

Nem mesmo a religião

Tratado como animal

Era visto como um cão

Veja meu caro leitor

A grande fatalidade

Que o europeu implantou

A essa comunidade

Ainda hoje há racismo

É triste mais é verdade

Mesmo assim muitos escravos

Conseguiram escapar

Embrenhava-se no mato

Sem saber aonde chegar

Fugindo do capitão

Para o Quilombo alcançar

Era um momento difícil

Quando o escravo fugia

Pois o capitão do mato

Esse escravo perseguia

E o negro andava de noite

E se entocava de dia

Quando era capturado

Aumentava seu sofrer

Pois o capitão do mato

Lhe batia com prazer

O sofrimento era tanto

Chegava até a morrer

Aqueles que conseguiam

Chegar até aos quilombos

Escapavam dos mau tratos

De ser amarrado em troncos

Da fúria de seu senhor

Das chicotadas nos lombos

O quilombo foi formado

Por escravos fugitivos

Que fugiam dos senhores

Todos com objetivos

De comprar sua liberdade

De nunca mais ser cativos

Zumbi foi grande guerreiro

Dessa nação africana

Lutou defendendo os seus

Pois é um povo bacana

Zumbi é irmão de Pelé

Os dois são homens de fama

Hoje o negro é respeitado

Pois direitos ele tem

O índio lá na aldeia

É respeitado também

E se falar mal do negro

O processo logo vem

Vamos acabar com o racismo

Pois isso ficou pra trás

Respeite o negro e o índio

Criança, velho e rapaz

Respeite nossa mulher

Ela precisa demais

Eu sou contra o racismo

E meu colega também

A escola está defendendo

Esse projeto de bem

E os professores ensinando

Que o racismo não convém

Aqui terminei meus versos

Agradecendo aos leitores

Agradecendo aos meus

E também aos professores

E a cultura afro-brasileira

Por resgatar seus valores.
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