segunda-feira, 3 de março de 2008

Zé da Baba, um duende em nossas vidas.

As estórias que sempre nos contavam, eram
de figuras lendárias, e fantasias de contos e visões,
de encantamento e assombração.

Passamos a vida sem nos apercebermos,
que na nossa convivência diária, existiam
em carne e osso, a encarnação dessas imagens,
que transitavam com desenvoltura, mais
parecendo um bailado, no meio de uma população
totalmente alheia, e despercebida.

Como um duende nas nossas vidas, me atenho
à figura especial de Zé da Baba.
Quem não se lembra do seu gingado gracioso,
e o seu sorriso encantador, que a todos cativava.
Não me recordo em toda sua existência, que tenha
deixado um simples arranhão na sua conduta, que possa
nos trazer alguma lembrança desagradável.

Marcou uma época, em que convivíamos pacificamente
com dezenas de seres humanos, que pareciam carregar
alguma disfunção lógica de cabeça.
Às vezes me pergunto: Será que não éramos nós
que carregávamos essa loucura?

A galeria de figuras marcantes que escreveram
a verdadeira história de Farias Brito, precisa ser revista,
atualizada e lembrada. Uma rua que em que viesse
estampada: Rua Zé da Baba, não nos envergonharia,
ao contrário nos encheria de felicidade, por nos levar
ao lado poético da vida, o nosso lado folclórico e irreverente,
tão necessário na história de uma comunidade.

O orgulho de poder olhar para trás,
é a única razão de termos passado pela vida.

Elmano Rodrigues Pinheiro


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